iFood compra a Caju por mais de R$ 1,2 bilhão e monta gigante de benefícios
O iFood Benefícios assinou acordo para comprar 100% da Caju por mais de R$ 1,2 bi, segundo apurou o NeoFeed. A operação junta duas empresas que já movimentavam cerca de R$ 1,3 bilhão por mês cada uma, formando uma companhia com 3 milhões de usuários e 135 mil empresas clientes, de acordo com o Brazil Journal. A compra não foi a primeira tentativa: uma aproximação anterior entre iFood e Caju havia terminado sem acordo, e o grupo chegou a mirar a Alelo antes de mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador travarem essa negociação. Depois do fracasso com a Alelo, as conversas com a Caju foram retomadas com disposição para fechar negócio. A Caju nasceu em 2020 e cresceu levantando apenas US$ 50 milhões junto a fundos como Canary, Valor Capital Group, Caravela Capital e K1 Investment Management, que agora venderão suas participações. Os fundadores Eduardo Del Giglio e Renan Mendes têm incentivos para continuar no negócio após a conclusão da compra. Combinada, a nova operação chega para disputar espaço num mercado de mais de R$ 150 bilhões hoje dominado por Alelo, Ticket, Pluxee e VR, que somam 80% do setor segundo o NeoFeed. A compra ainda depende de aprovação do Cade e do Banco Central, e até a conclusão dos processos as duas empresas seguem funcionando de forma independente. Para o iFood, a aquisição amplia o relacionamento com RH sem construir tudo do zero: a Caju já tem plataforma de gestão de recursos humanos, reembolsos, adiantamentos e produtos financeiros como crédito consignado. É a peça mais recente do pacote de R$ 24 bilhões em investimentos que o iFood anunciou no mês passado.
Quem usa cartão de benefícios ou trabalha com RH vai sentir a mudança de escala: um novo player gigante nasce para brigar com Alelo, Ticket, Pluxee e VR.
Fonte: NeoFeed
Dois lados da xícara ▲ Ganha iFood Benefícios, que salta para 3 milhões de usuários e ganha escala para competir com líderes do setor | ▼ Perde Fundos de venture capital da Caju, que levantaram pouco e agora destravam a saída com retorno limitado |
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92% do mercado de capitais já usa IA, mas quase ninguém mede o retorno
 Pesquisa inédita da Anbima, batizada de 'Retrato da IA no Mercado de Capitais', mostra que 92% das instituições participantes já usam inteligência artificial de alguma forma. O problema é que a maioria opera no escuro na hora de provar o que essa aposta devolve ao negócio, segundo o levantamento. O índice de maturidade criado pela entidade, com apoio da MatchIT, registra média geral de 2,7 numa escala de 1 a 5, o que coloca o setor brasileiro num estágio de estabilização: a fase de descoberta passou, mas os mecanismos para avançar com consistência ainda estão em construção. Mesmo assim, 63% das instituições esperam que a IA ganhe ainda mais relevância nos próximos 12 meses. A cobrança por resultado concretos vem de várias direções. Estudo da consultoria Spencer Stuart mostra que a supervisão de IA está entre as três prioridades dos comitês de governança das grandes empresas americanas em 2026, com a menção à tecnologia como foco central saltando de 75% para 92% em um ano. Já a Clearwater Analytics aponta que 91% das gestoras relatam aumento da exigência dos investidores sobre o uso de IA. O recado para o setor financeiro brasileiro é direto: a fase de experimentar terminou e a de demonstrar valor começou sem que a infraestrutura de medição estivesse pronta, cravam os líderes ouvidos pela pesquisa.
Quem trabalha ou investe no setor financeiro vai sentir a cobrança por métricas concretas de IA, não só pela adoção da tecnologia.
Fonte: Startupi
A dose exata Apesar de 92% das instituições já usarem IA, o índice de maturidade do setor fica em apenas 2,7 numa escala de 1 a 5. |
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