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27 OUT · Nº 083

Bom dia, cafeinado.

A Anthropic abriu as contas antes do IPO, com US$ 16,3 bilhões de receita em seis meses, e o Itaú levou a NeoSpace por R$ 2,92 bilhões. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

📈Anthropic abre as contas do IPO01↓
🏦Itaú compra a NeoSpace02↓
💼Microsoft: saída voluntária03↓
🚀Patria reforça aposta na Klubi04↓
💳Crédito no Pix ganha regra05↓
 

Quem banca a edição de hoje

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01  A manchete↑ índice

Anthropic abre as contas do IPO: receita de US$ 16,3 bi em seis meses, alta de 14x

A Anthropic protocolou o S-1, documento de 335 páginas que antecede o que pode ser a maior oferta pública inicial já feita. Segundo o Startups.com.br, o registro prevê captar até US$ 100 bilhões, com valuation estimado pelo mercado em US$ 2 trilhões e ações que podem ser negociadas antes do feriado de Ação de Graças nos EUA. A empresa sai na frente da OpenAI nessa corrida.

O dado de abertura é a receita do primeiro semestre: US$ 16,3 bilhões, alta de 14 vezes sobre o mesmo período de 2025. A Reuters, citada pela Crunchbase News, informou que analistas que conversaram com executivos da empresa veem um ritmo anual de US$ 110 bilhões até o fim do ano.

As perdas mostram outro lado. O prejuízo operacional do semestre foi de US$ 693 milhões, cerca de dois terços menor que o do ano anterior. O prejuízo líquido chegou a US$ 80 bilhões, e cerca de 90% dele vem da mudança no valor justo de notas conversíveis, passivos derivativos e SAFEs.

Os sete cofundadores, entre eles Dario Amodei e Daniela Amodei, têm cada um entre 230 mil e 246 mil ações Classe A, divisão incomum, já que prospectos costumam mostrar o CEO com fatia bem maior. Os fatores de risco ocupam 93 páginas, da 27 à 120, e vão de dívida e crescimento mais lento até agentes de IA fora de controle.

O documento traz números detalhados de uma líder de IA e define a referência para quem investe ou compete no setor.

Fonte: Crunchbase News

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Anthropic e seus sete cofundadores, com caminho aberto para captar até US$ 100 bi na bolsa

▼ Perde

OpenAI, que fica atrás da Anthropic no registro do IPO, segundo o Startups.com.br

 
 
02  M&A↑ índice

Itaú compra a NeoSpace por R$ 2,92 bi e leva IA fundacional para dentro do banco

O Itaú anunciou na manhã de segunda-feira, 26 de outubro, a compra de 100% da NeoSpace por R$ 2,92 bilhões. A NeoSpace é uma startup que desenvolve grandes modelos fundacionais de inteligência artificial.

O banco já era sócio da empresa. Desde o início de 2025 investia na startup e, naquele ano, liderou uma rodada de US$ 18 milhões. A aquisição integral, segundo o Neofeed, estabelece um novo marco nessa relação, que passa de investidor para dono.

O Startups.com.br descreve a IA como peça central na estratégia do banco, e o Capital Aberto resume o ganho como a agregação de IA fundacional. Milton Maluhy Filho explicou ao Neofeed os motivos do desembolso.

Prazos de pagamento e demais termos do contrato não aparecem nas reportagens coletadas.

Um banco que investia na NeoSpace virou dono integral dela, e a IA própria entra no centro da estratégia.

Fonte: Neofeed

A dose exata

O Itaú pagou R$ 2,92 bilhões por 100% da NeoSpace, startup na qual já investia desde o início de 2025.

 

Quem banca a edição de hoje

Blu Dot surpasses 2,000% ROAS with self-serve CTV ads

Blu Dot used Roku Ads Manager to drive incredible results for its furniture sales event. Its strategy hinged on custom audiences and retargeting, where intent was strongest.

“Roku has been a top performer,” said Blu Dot’s Claire Folkestad. “We have seen…CPMs lower than any other CTV partner we've worked with.”

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Espresso

Mercado O Ibovespa chegou a cair 16,4% perto das 12h de segunda, aos 171.421,60 pontos, após circuit breaker, a maior reação negativa a um segundo turno presidencial em pelo menos 24 anos. →

Conectividade A Vivo fechou parceria com a Starlink para conectar celulares compatíveis via satélite em locais sem rede terrestre. →

Web Summit A Gol vai bancar as passagens de 10 startups cariocas a Lisboa, em parceria com Invest.Rio e Maravalley. →

 
 
03  Big Tech↑ índice

Microsoft abre saída voluntária para cerca de 60 mil funcionários em quatro países

A Microsoft oferece um plano de demissão voluntária a cerca de 60 mil funcionários, segundo o Business Insider. O programa, chamado Voluntary Exit Offer, está aberto a equipes selecionadas no Canadá, na Índia, no Reino Unido e nos Estados Unidos, nos níveis 70 e inferiores. Com cerca de 223 mil pessoas no mundo, a oferta alcança o equivalente a 27% da força de trabalho global.

Em comunicado enviado aos funcionários na segunda-feira (26), a diretora de pessoas, Amy Coleman, disse que a iniciativa faz parte da evolução da abordagem de mudança da empresa, com mais formas de os funcionários moldarem o próximo capítulo. A oferta permite que quem avalia um futuro fora da companhia faça essa transição agora, com apoio.

Segundo uma fonte da Reuters, o programa abrange experiências de IA, Copilot, finanças, recursos humanos, Xbox e Windows + Dispositivos, e exclui marketing, negócios comerciais e segurança. O TechCrunch cita data centers, vendas e marketing entre as áreas de fora.

Quem aceitar recebe benefícios semelhantes aos de um pacote de rescisão padrão. O programa é voluntário, de duração limitada, e se baseia na oferta de aposentadoria voluntária de abril, que mais de 30% dos cerca de 8.750 elegíveis aceitaram, segundo o TechCrunch. As reportagens não detalham prazo nem valores.

A reorganização da Microsoft para a era da IA agora passa por uma porta de saída aberta a quase um terço do quadro.

Fonte: Startups.com.br

O nível da xícara

Elegíveis à oferta de abril, elegíveis à oferta atual e total de funcionários da Microsoft.

Abril
  
8,75 mil
Agora
  
60 mil
Total
  
223 mil
 
 
04  Venture capital↑ índice

Patria reforça aposta na Klubi com novo aporte de R$ 20 milhões em consórcios digitais

A Patria Investimentos aportou mais de R$ 20 milhões na Klubi, fintech de consórcios, e eleva para mais de R$ 60 milhões o capital investido desde 2021. O dinheiro vem do Fundo III, por meio do Patria High Growth, plataforma de venture capital e growth equity da gestora, com mais de US$ 500 milhões sob gestão.

A rodada é a segunda extensão da Série A, iniciada no fim de 2024, quando a fintech levantou R$ 45 milhões com a Patria, a L4 Venture Builder, ligada à B3, e a Vivo Ventures. O valuation não foi revelado. A Klubi não definiu metas de crescimento, mas quer manter o ritmo e se aproximar do breakeven.

Fundada em 2020, a Klubi digitaliza o consórcio, começando por produtos de menor valor e avançando para motos, automóveis e imóveis. A automação com IA permitiu crescer sem ampliar a equipe: são 130 colaboradores, carteira acima de R$ 2 bilhões e 100 mil clientes ativos.

O alvo é um mercado que comercializou R$ 500 bilhões em créditos em 2025, ainda com baixa penetração no Brasil e historicamente dominado por grandes bancos e administradoras tradicionais.

O consórcio digital atrai capital recorrente de fundos, e a IA permite crescer sem inchar a equipe.

Fonte: Neofeed

Ouvido no balcão

Já temos o produto, fizemos o deployment de IA, temos os canais com os parceiros. Temos todos os ingredientes para continuar uma trajetória de crescimento acelerado, para a qual a gente precisa de algum nível de aporte para sustentar o caixa da empresa

Eduardo Rocha, CEO e fundador do Klubi, ao NeoFeed

 
 
05  Fintech↑ índice

Crédito no Pix ganha regras do Banco Central e pode ganhar escala a partir de 2027

O Banco Central publicou em 23 de outubro três resoluções que colocam o crédito associado ao Pix dentro do regulamento do sistema. A Resolução BCB nº 603 disciplina a oferta de crédito no momento em que o consumidor inicia um Pix. As nº 601 e nº 602 criam um painel de dívidas e regras de oferta válidas para todo crédito a pessoa física.

A mudança de postura é grande. Em dezembro do ano passado, após sucessivos adiamentos, o BC desistiu de regular o tema, proibiu o nome 'Pix Parcelado' e deixou cada instituição livre para definir prazos, juros e apresentação do produto. Dez meses depois, escreveu uma seção inteira do regulamento sobre o crédito.

Pelas regras, o crédito pode ser concedido como limite geral ou como crédito específico para a compra. O lojista recebe à vista, e o risco de crédito fica com a instituição. A implementação começa em 2027.

O artigo, de opinião, avalia que as regras tendem a acelerar a modalidade, mas não de imediato. No curto prazo, a autorização prévia e a simulação antes de cada contratação reduzem a base de quem pode usar. No médio prazo, a segurança jurídica para quem oferta e a previsibilidade para quem compra atacam o que mais travava o produto.

O parcelado no Pix deixa de ser improviso de mercado e passa a ter regra, com efeito pleno só a partir de 2027.

Fonte: Neofeed

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Ibovespa e câmbio: o BTG projeta queda de 17% da Bolsa, para cerca de 170 mil pontos, e real entre 10% e 15% mais fraco nas próximas semanas.

Hoje · Debêntures incentivadas: o setor de infraestrutura teme que o governo mexa na isenção de IR de títulos que captaram recorde de R$ 178 bilhões em 2025.

Próximas semanas · IPO da Anthropic: as ações podem começar a ser negociadas antes do feriado de Ação de Graças nos EUA.

Pra viagem

Abra o S-1 da Anthropic e leia a seção de fatores de risco, das páginas 27 a 120, antes de formar opinião sobre o IPO.

A Anthropic mostrou as contas, o Banco Central mostrou as regras e o mercado mostrou o humor. Resta saber quem leu tudo até o fim antes de decidir.

 
 
★ RARO

🔒

EDIÇÃO SELADA

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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆◆2728293031

Dia 3 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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dias feitos
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pra fechar

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O ecossistema inteiro, num shot

Rodada fechada.

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